Sem boca-de-urna, candidatos espalham santinhos em frente a seções eleitorais Abril 1, 2006
Posted by Monique Oliveira in Folha Online - Brasil.Tags: política
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MONIQUE OLIVEIRA
da Folha Online
Apesar de proibida boca-de-urna em frente a todas as seções eleitorais do país, muitos eleitores encontraram neste domingo santinhos de candidatos e a famosa “cola pronta” espalhados em vários locais de votação em São Paulo.
Na zona leste, a Escola Estadual Sérgio da Silva Nobreza exibia já na esquina panfletos da candidata a deputada federal pelo PSB, Luiza Erundina. Já na zona sul, em frente ao Colégio Arquidiocesano, a “cola pronta” era dos candidatos a deputado Jooji Hato (estadual), do PMDB, e Arnaldo Faria de Sá (federal), do PTB.
Na escola municipal Ângelo Martino, no centro, os santinhos faziam os eleitores tropeçarem. Entre os vários espalhados no chão estavam os dos candidatos a deputado federal José Aristodemo Pinotti (PFL) e José Eduardo Cardozo (PT).
Segundo a assessoria do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, a prática de espalhar panfletos no chão pode ser considerada boca-de-urna, mas, como não se sabe como esse material foi colocado nas seções eleitorais, não se pode fazer muito a respeito.
A lei que proíbe boca-de-urna é de 1998 e prevê de um ano a seis meses de detenção, além de pagamento de multa mínima de R$ 5.320 para quem cometer a infração e for pego em flagrante.
Nestas eleições, candidatos tiveram suas campanhas dificultadas com a minirreforma eleitoral –sancionada em maio– que proibiu a utilização de outdoor, bem como de propaganda fixa, além de distribuição de brindes e camisetas.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) permitiu, no entanto, o uso de camisetas e bonés de partidos por eleitores nos locais de votação.
Prisões
Em São Paulo, a Polícia Civil registrou até as 19h00 deste domingo 54 prisões em flagrante por boca-de-urna. Desse número, 10 na capital, 23 no interior, 7 na grande São Paulo e 14 no litoral.
Também foram registrados 38 boletins de ocorrência — não houve prisão, apenas recolhimento de material de propaganda. Desse número, 2 na capital, 11 na grande São Paulo, 19 no interior e 6 no litoral.
A Polícia Civil também fez uma prisão em flagrante, na capital, de um eleitor votando no lugar de outro. No município de Itatiba (84 km a norte de São Paulo), duas pessoas foram presas por compra de votos.
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Na reta final, Heloísa Helena ataca Lula e Alckmin Abril 1, 2006
Posted by Monique Oliveira in Folha Online - Brasil.Tags: Heloísa Helena, política, PSOL
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MONIQUE OLIVEIRA
da Folha Online
Com apenas uma semana para as eleições, a candidata do PSOL à Presidência, Heloísa Helena, aproveitou para atacar tucanos e petistas em comício realizado neste sábado, debaixo de chuva, no centro de Guarulhos (15 km a norte de SP).
Para ela, o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, representam a “mesma moeda podre, cínica e delinqüente do país.”
“Eu espero que o povo reconheça que a nossa candidatura [do PSOL] seja a superação dos dois lados podres representados pelas candidaturas do PT e do PSDB”, afirmou.
Segundo Heloísa, Lula e Alckmin “patrocinam a roubalheira dos cofres públicos e o parasitismo da máquina pública” com a montagem de “gangues partidárias.”
A candidata do PSOL também combateu o modelo de governo que, de acordo com ela, é representado pelas duas legendas. “Felizmente, há aqueles que não perderam a vergonha e querem superar a farsa técnica e política que é o projeto neoliberal”, disse.
“Golpismo da Oposição”
Heloísa Helena rebateu ainda críticas do presidente Lula de que haveria um clima de “golpismo da oposição” nas denúncias de suposta compra de dossiê contra tucanos pelo PT.
“Eu acho que quem está golpeando a democracia brasileira é o presidente. Ele que precisa explicar a origem de tanto dinheiro. Qualquer pessoa pobre que fosse achada com alguns reais iria apanhar em uma penitenciária.”
A própria candidata, no entanto, supôs a procedência de “tanto dinheiro em espécie” encontrado com “pessoas ligadas ao PT.”
“Ou vem do narcotráfico, ou do crime organizado, ou dos cofres públicos, que podem liberar dinheiro sob a intermediação de alguma entidade, ou do caixa dois, via alguma empresa.”
Disputa
Ainda otimista com a possibilidade de disputar o segundo turno, a candidata do PSOL repetiu em comício a mesma mensagem de sua propaganda eleitoral na TV. “Vamos conseguir mais dois votos e chegar ao segundo turno.”
Heloísa ainda brincou com militantes e disse que se conseguisse cinco votos, a eleição iria ficar “sem graça”. “Temos que enfrentar a majestade barbuda [presidente Lula].”
Sobre sua campanha nos últimos dias que antecedem o pleito, ela foi categórica. “Vou continuar trabalhando muito para chegar até o final”, afirmou.
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