jump to navigation

Serra diz que coligação entre PT e PSDB é estratégia de campanha petista Setembro 11, 2006

Posted by Monique Oliveira in Folha Online - Brasil.
Tags: ,
add a comment

MONIQUE OLIVEIRA
da Folha Online

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, afirmou neste sábado que a especulação sobre uma suposta coligação entre petistas e tucanos não passa de “uma estratégia do PT para ganhar mais votos”.

A afirmação do candidato rebate declarações de parte da cúpula do PT sobre a necessidade de uma aliança entre os dois partidos. O ministro Gilberto Gil chegou a apontar, em comemoração dos 60 anos da Cinemateca Brasileira (zona sul de SP), que seria “muito bom para o Brasil” se o PT e o PSDB entrassem em um entendimento no próximo Governo.

De acordo com Serra, conversar sobre o futuro, seria dar “de barato” que eles [petistas] estariam ganhando e colocar “água no moinho do PT”.

Ele reforçou sua preocupação exclusiva com a campanha no momento atual. “Ainda temos três semanas para as eleições e vamos continuar trabalhando.” O candidato também comentou a última pesquisa do Ibope divulgada ontem para candidatos à Presidência.

O ex-prefeito disse ter notado uma redução na vantagem de Lula perante Alckmin, supondo que ainda pode haver um segundo turno.

Leia na Folha Online.

Para especialista, proibição de showmícios traz civilidade para campanhas Setembro 9, 2006

Posted by Monique Oliveira in Folha Online - Brasil.
Tags:
add a comment

MONIQUE OLIVEIRA
da Folha Online

A minirreforma eleitoral sancionada em maio deste ano –que proibiu showmícios e outdoors– acabou com os grandes comícios e colocou candidatos na “mira” do eleitor. Essa é a opinião do professor do departamento de Ciência Política da UnB (Universidade de Brasília), Octaciano Nogueira.

Segundo o cientista, sem artistas e cantores, os showmícios se tornaram irrealizáveis, já que dificilmente conseguiriam arrastar as mesmas multidões comuns em outras eleições da década de 80, por exemplo.

“Nos aproximamos dos pleitos de países com democracias mais consolidadas e civilizamos as campanhas”, afirma.

O professor critica, no entanto, a pasteurização das mensagens trazidas pelos candidatos que, sem programas de governos consistentes, reproduzem mensagens preparadas por marqueteiros.

De acordo com Nogueira, a diferença dessa eleição para as anteriores é que sem os shows organizados por partidos o candidato fica mais exposto ao eleitor. “Ficou mais visível o vazio de idéias apresentadas.”

Além da proibição de outdoors e showmícios, a minirreforma também proibiu a distribuição de brindes, autorizou a rejeição da prestação de contas das campanhas e a cassação do mandato em caso de comprovação da existência de caixa dois.

Considerada uma resposta ao escândalo do mensalão, a medida tentou aumentar a transparência dos candidatos e evitar esquemas de corrupção, uma vez que diminui os custos das campanhas.

“É um avanço para a democracia e aproximou a sociedade do debate político”, explica o professor.

Cultura política

Embora Nogueira considera como positiva a aprovação da minirreforma, ele não acredita em mudanças significativas na estrutura política do país. “A legislação não consegue transformar a cultura.”

A preferência do eleitorado brasileiro, segundo ele, não é o discurso político, mas o entretenimento trazido pela tradição dos grandes comícios não “mais cabíveis na sociedade.”

Leia na Folha Online.