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Vídeo de Suplicy concorre ao VMB Maio 1, 2007

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Leia no Estadao.com.br

Vídeo de Suplicy declamando Racionais concorre ao VMB

Trabalho compete na categoria Web Hit, entre os clássicos da rede ‘Confissões de um Emo’ e ‘Vai Tomar…’

Monique Oliveira – estadao.com.br

SÃO PAULO – Um dos maiores campeões de audiência do YouTube, o vídeo da TV Senado em que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) aparece declamando “O Homem na Estrada”, dos Racionais Mc’s, concorre ao prêmio Web Hit no Video Music Brasil (VMB) – festa da MTV que vai premiar nesta quinta-feira, 27, os melhores da música. Os internautas ainda podem votar no melhor pelo site da emissora.

Veja também:

video Suplicy canta Racionais 

video Confissões de um Emo

video Funk da Menina Pastora

video Arveres somos Nozes

video Vai Tomar …

No vídeo, filmado em abril, o senador escolhe uma forma poética de criticar o projeto de redução da maioridade penal, de 18 para 16, que acabava de ser aprovado pela Comissão de Constituição de Justiça.

Com direito a um sonoro “Pá, Pá, Pá, Pá”, ao imitar tiros de revólver, ele arrancou risos até do então presidente da Comissão, o senador Antônio Carlos Magalhães, morto em julho.

Entre os competidores, estão produções caseiras e amadoras que primam por sátiras rasgadas ou episódios, que de algum modo, tornaram-se motivos de piada na rede. São eles: “Vai Tomar…”, “Confissões de um Emo”, “Arveres somos nozes” e o “Funk da Menina Pastora”.

Ellen Alien, ícone da música eletrônica alemã Abril 12, 2007

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13 de março de 2007 – 11:28

Leia no Portal do Estadão

Em entrevista ao Portal Estadão, a DJ diz que música é movimento político

 Monique Oliveira

DivulgaçãoSÃO PAULO - Sem colocar a música eletrônica no âmbito apenas do entretenimento, a DJ e produtora berlinense Ellen Alien é considerada uma das poucas mulheres com destaque no gênero. Prolífica, ela produz, tem uma marca de roupas, e comanda o selo bpitch control.

Apesar de ter destaque na cena electro – estilo que tem sido o hype das pistas, ela aposta no velho techno em suas produções. Já tocou saxofone, estudou moda, arte, caiu na noite e acompanhou a evolução da e-music no final dos anos 80.

Nesta terça, 13, Ellen toca no clube D-Edge, em São Paulo, depois de passar por Florianópolis e Rio de Janeiro. Com álbuns que são uma verdadeira homenagem a Berlim, como “berlinette” e “stadtkind”, Ellen traça um perfil bem interessante da cidade. Em entrevista ao Estadão.com, por telefone, ela é polêmica ao comentar o desenvolvimento da e-music berlinense: acredita que o techno teve por base o princípio “dane-se a política” e, por isso, os clubes foram uma alternativa hedonista de movimento social.

Você participou do Nokia Trends em 2005 em São Paulo. Você vê alguma diferença de tocar em festivais no Brasil e na Europa, onde a música eletrônica é mais forte?

Tocar no Brasil sempre tem um clima mais emocional. É muito fácil conversar com as pessoas. Elas são muito mais abertas a ritmos que não são necessariamente a base cultural daqui. Mas há diferenças. No Brasil, as raízes musicais são múltiplas e as pessoas reagem de uma outra maneira. Não é tão direto como na Alemanha. É tudo mais fluido.

Em seu site, você destacou o movimento londrino de acidhouse, estilo que foi o cerne da cena rave no final dos anos 80, como uma de suas influências. Como foi esse cenário e como estava Berlim nessa época?

Londres sempre foi muito ligada ao hip hop e ao black. O acidhouse surgiu como uma confluência da música eletrônica com essa variabilidade de ritmos. Já Berlim, tinha muito mais a ver com o que estava rolando de underground nos Estados Unidos, com o techno de Detroit. Em Londres, o pop não era novo. Em Berlim, também pela situação política e pela divisão da cidade, ritmos mais dançantes eram novidade. O povo alemão é muito minimalista com sons e muito racional para música. Nisso, o techno se encaixou muito bem.

A queda do muro de Berlim e o novo sistema político tiveram alguma influência na produção musical da cidade?

Quando o muro caiu, a juventude não acreditava mais em movimentos políticos. Era tudo muito novo. Quando há mudanças sociais, o olhar sobre a cultura também muda. Isso em qualquer país. Em Berlim, começaram a surgir festas em galpões de indústrias. O sentimento era de: “Dane-se a política. Todos estão juntos. O que foi tudo aquilo. Vamos nos divertir.” A intenção era fazer tudo de um modo diferente, talvez de um jeito mais individualista, sem tanta seriedade. E por isso a música começou a crescer tão rapidamente.

Por isso a música eletrônica é tão forte em Berlim?

Se você vai à Itália, tudo é tão bonito. A História é valorizada. Você anda pelas ruas e o sentimento é que se está em um museu urbano. Para nós é muito diferente. Na Alemanha, a História foi muito dura. Não há nada de bonito. A música era uma maneira de fazer tudo diferente. Clubes em grandes metrópoles estão sempre cheios por que, por mais que se diga que é diferente, há um sentimento de fuga da verdade.

Claro que para quem está lendo isso pode parecer que todo mundo usa drogas. São Paulo é uma cidade que só cresce, que tem uma grande influência do capitalismo americano. Muita gente, sem saber, está fugindo dessa confusão. Querem encontrar pessoas em outro contexto, com corpos, com música. Eles querem sentir.

Foi assim com você?

Para mim, no começo tudo foi muito como uma diversão. Eu ia para festas como louca, com drogas, sem muita intenção. Mas acabei falando de outras coisas, tendo idéias, e fazendo disso minha vida, minha cultura musical. Depois, comecei a fazer o selo, fiz programa de rádio, passei a discotecar, tenho uma marca de roupas. Festa também é um meio de comunicação. As pessoas trocam idéias, emoções, tudo…É uma troca. Não são somente drogas. Também tem um movimento social e político, no sentindo de que há pessoas produzindo, ditando novos estilos, tendo idéias, inovando e criando novas leis de sociabilidade. Talvez eles não escrevam sobre isso, mas há muita coisa acontecendo.

O selo bpitch control tem com uma proposta mais intimista, de uma música eletrônica mais conceitual. É também um modo de mostrar à sociedade que música eletrônica não é somente para dançar em uma pista? Que há outro lado?

Eu não vejo dessa maneira. Que seja somente para dançar. Eu encaro a dança como parte do processo de comunicação com a música. É uma maneira de sentir fortemente a música, sua melodia, harmonia e ritmo. Você pode sentir o seu corpo, aquele “haaaaaaaaaaaaa”. Emoções vêm à tona. Claro, posso fazer sons que evoquem sentimentos mais pessoais. Penso também naquela pessoa que vai colocar o CD em casa, concentrar-se em outras coisas. Nessa situação, é chato ouvir somente dance music. Sons mais intimistas também são uma maneira de chegar mais próximo do produtor, de entender. Mas não há uma valoração nisso.

Você é tida como pertencente à cena de electro na Alemanha. É assim que se sente?

Eu diria que sou uma DJ de techno basicamente, embora a mídia me classifique como sendo de electro. Eu entendo. Se isso aproxima mais as pessoas, ou gera um entendimento. Não me importo. A classificação não vai mudar a minha música. Se eles precisam de algo para escrever ou puxar pelo “hype”, tudo bem.

O que podemos esperar para o D-Edge. Vai mudar do que já tocou nas outras cidades?

Não. Dificilmente mudo, mas também nunca levo o meu set pronto. Sinto o lugar. Às vezes, tento dar uma atmosfera mais positiva ou mais dark.

Ellen Alien – D-Edge – DJs: Renato Ratier/Ellen Allien/Pil Marques. Quando: Terça-feira – 13/03 – 23h. Entrada: R$ 45 (CC, CD, CQ, $). Endereço: Al. Olga, 170 – Barra Funda. Informações: 3666 9022 ou pelo site ww.d-edge.com.br. Hosts: Luma Assis e JJ Davies. Estacionamento: R$ 10,00
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Revista Contracampo de Cinema Fevereiro 5, 2007

Posted by Monique Oliveira in Revista Contracampo.
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MUSEU DO CINEMA DE BERLIM – UMA VISITA
Visita por um dos ícones de uma nova Berlim

Monique Oliveira
Revista Contracampo de Cinema

BERLIM – O cinema foi a arte do século XX – mas sabe-se lá até quando. A única invenção genuinamente burguesa reconhecida como arte aprendeu que mesmo com uma produção industrial de cópias e mais cópias, sem o culto e preservação, suas obras-primas poderiam ser esquecidas depois do alvoroço comercial que inicialmente provocaram.

O material de um filme se decompõe, envelhece, ou é simplesmente esquecido. Ao mesmo tempo, para se perceber a essência artística de uma película, só o tempo. Algumas obras são incompreendidas, outras supervalorizadas. Depois do olhar de algumas gerações, respostas se cristalizam: filmes cuja importância se resume ao sucesso comercial, ou filmes que revelam-se por suas qualidades artísticas e ultrapassam qualquer tela e audiência. Sem os reis ou czares da aristocracia, os ícones burgueses foram imortalizados em self-portraits, só que frame a frame.

Os pop stars encontraram numa antiga instituição sua imortalidade – em uma busca pela representação da realidade, que se não passou de impressão ou simulacro, ao menos fez história. O que importa a um museu é preservar o que se puder de uma história, de uma memória. E um museu do cinema não poderia ser diferente.

Só na Alemanha existem quatro museus do filme. O mais recente deles, o Filmmuseum de Berlim, foi inaugurado em 2001. Com criação prevista desde a Berlim socialista no início dos anos oitenta, ele só se tornou possível após a reunificação e o investimento de grandes multinacionais como a Sony. Para a exposição, utiliza parte do acervo da Deustche Kinemathek, fundada em 1963, além de outras aquisições. Segundo a diretoria, “utiliza-se os mais modernos equipamentos digitais para preservação e a pesquisa é sempre constante para vencer os desafios propostos para os novos tipos de mídia, já que o objetivo do Filmmuseum também é arquivar produções contemporâneas”.

Continue lendo na Revista Contracampo.

Fernando Gabeira prevê fusão entre PV e PPS Outubro 3, 2006

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MONIQUE OLIVEIRA
da Folha Online

O deputado federal reeleito pelo PV-RJ, Fernando Gabeira, disse nesta terça-feira que o PV possui “forte” tendência de estabelecer uma fusão com o PPS. As duas legendas não conseguiram atingir o mínimo 5% dos votos –exigido pela cláusula de barreira– e perderam representatividade no Congresso em 2007.

Segundo Gabeira, “o partido estuda dois caminhos: a fusão e a federação. A fusão parece mais fácil, já que só depende dos dois partidos envolvidos.”

O deputado disse ainda que “a legenda está com uma posição forte de se fundir com o PPS” mas, de acordo com ele, “ainda é preciso conversar com o PSOL, o PTB e outros partidos que também não conseguiram ultrapassar a cláusula.”

Já os deputados do PSOL, João Batista Babá (estadual) e Maria José da Conceição Maninha (federal) disseram à Folha que a legenda não prevê a fusão com outros partidos.

Embora a fusão estabeleça a criação de um partido único, as instituições terão garantia da independência de seus programas de governo.

Além do PV e PPS, PC do B, PSOL, PTB, PL, PSC, Prona e PTC não ultrapassaram a cláusula e, portanto, não terão direito a recursos do Fundo Partidário, além de perder o tempo destinado a propaganda eleitoral gratuita na TV.

Segundo turno

De acordo com Gabeira, possivelmente o PV terá um posicionamento “neutro” em relação ao apoio, para o segundo turno, aos candidatos à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT.

“Eu sempre tive uma posição autônoma em relação a governos e farei uma oposição saudável a qualquer um deles”, afirmou.

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Serra diz que coligação entre PT e PSDB é estratégia de campanha petista Setembro 11, 2006

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MONIQUE OLIVEIRA
da Folha Online

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, afirmou neste sábado que a especulação sobre uma suposta coligação entre petistas e tucanos não passa de “uma estratégia do PT para ganhar mais votos”.

A afirmação do candidato rebate declarações de parte da cúpula do PT sobre a necessidade de uma aliança entre os dois partidos. O ministro Gilberto Gil chegou a apontar, em comemoração dos 60 anos da Cinemateca Brasileira (zona sul de SP), que seria “muito bom para o Brasil” se o PT e o PSDB entrassem em um entendimento no próximo Governo.

De acordo com Serra, conversar sobre o futuro, seria dar “de barato” que eles [petistas] estariam ganhando e colocar “água no moinho do PT”.

Ele reforçou sua preocupação exclusiva com a campanha no momento atual. “Ainda temos três semanas para as eleições e vamos continuar trabalhando.” O candidato também comentou a última pesquisa do Ibope divulgada ontem para candidatos à Presidência.

O ex-prefeito disse ter notado uma redução na vantagem de Lula perante Alckmin, supondo que ainda pode haver um segundo turno.

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Para especialista, proibição de showmícios traz civilidade para campanhas Setembro 9, 2006

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MONIQUE OLIVEIRA
da Folha Online

A minirreforma eleitoral sancionada em maio deste ano –que proibiu showmícios e outdoors– acabou com os grandes comícios e colocou candidatos na “mira” do eleitor. Essa é a opinião do professor do departamento de Ciência Política da UnB (Universidade de Brasília), Octaciano Nogueira.

Segundo o cientista, sem artistas e cantores, os showmícios se tornaram irrealizáveis, já que dificilmente conseguiriam arrastar as mesmas multidões comuns em outras eleições da década de 80, por exemplo.

“Nos aproximamos dos pleitos de países com democracias mais consolidadas e civilizamos as campanhas”, afirma.

O professor critica, no entanto, a pasteurização das mensagens trazidas pelos candidatos que, sem programas de governos consistentes, reproduzem mensagens preparadas por marqueteiros.

De acordo com Nogueira, a diferença dessa eleição para as anteriores é que sem os shows organizados por partidos o candidato fica mais exposto ao eleitor. “Ficou mais visível o vazio de idéias apresentadas.”

Além da proibição de outdoors e showmícios, a minirreforma também proibiu a distribuição de brindes, autorizou a rejeição da prestação de contas das campanhas e a cassação do mandato em caso de comprovação da existência de caixa dois.

Considerada uma resposta ao escândalo do mensalão, a medida tentou aumentar a transparência dos candidatos e evitar esquemas de corrupção, uma vez que diminui os custos das campanhas.

“É um avanço para a democracia e aproximou a sociedade do debate político”, explica o professor.

Cultura política

Embora Nogueira considera como positiva a aprovação da minirreforma, ele não acredita em mudanças significativas na estrutura política do país. “A legislação não consegue transformar a cultura.”

A preferência do eleitorado brasileiro, segundo ele, não é o discurso político, mas o entretenimento trazido pela tradição dos grandes comícios não “mais cabíveis na sociedade.”

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Marta diz que afastamento de Berzoini foi uma medida de “bom senso” Junho 6, 2006

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MONIQUE OLIVEIRA
da Folha Online

A coordenadora da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição em São Paulo, Marta Suplicy, apesar de ter se esquivado de comentar o afastamento de Ricardo Berzoini da presidência do PT, disse nesta sexta-feira que o pedido foi uma medida de muito “bom senso” do petista.

Berzoini pediu licença do cargo por tempo indeterminado hoje à tarde pelo chamado “escândalo do dossiê”. Antes, o petista já tinha sido afastado da campanha de Lula e substituído por Marco Aurélio Garcia, que também assume agora a presidência do partido.

A ex-prefeita de São Paulo também comentou a expulsão do PT de quatro envolvidos no esquema: Oswaldo Bargas, Jorge Lorenzetti, Hamilton Lacerda e Expedito Veloso. Para ela, a decisão foi “acertada”, já que era necessário mais tempo para apurar o envolvimento dos acusados.

Questionada se a licença de Berzoini é favorável para a campanha de Lula, Marta se limitou a dizer que “o povo vai julgar”. Já o deputado federal reeleito, Arlindo Chinaglia (PT-SP), considerou que “O presidente vai ficar mais à vontade na campanha” e que ficou demonstrada que “não era a campanha dele [de Lula] que estava envolvida nesse tipo de operação.”

Segundo Chinaglia, “o melhor é que a tentativa de compra do dossiê não tivesse ocorrido”. Para ele, a expulsão dos envolvidos e o afastamento de Berzoini aconteceu porque o PT precisava “dar uma resposta” ao escândalo.

“O PT tentou, mas não conseguiu esclarecer a participação de cada um dos envolvidos. Agora, estamos literalmente mostrando que o PT não está com medo e muito menos está conivente com o que fizeram alguns petistas”, afirmou.

“Anti-Alckmin”

Marta negou que esteja atacando a campanha do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. “Estou colocando os pingos nos ‘is’”, disse.

A ex-prefeita, no entanto, voltou a dizer que o tucano, por ter protagonizado inúmeras privatizações, não pode exercer uma boa administração.

“Ele privatizou Banespa, privatizou Congás, Eletropaulo, Ceagesp, não pode falar nada sobre capacidade de gerência.”

Debate

Sobre o debate entre Lula e Alckmin deste domingo na Band, Marta está otimista. “Eu acho que vai ser bom. Estou muito animada”, disse.

Segundo ela, Lula terá uma postura humana no confronto e aproveitou para atacar Alckmin. “O nosso presidente é humano, não é de plástico e provavelmente vai se sair muito bem no debate.”

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Cristovam Buarque critica PF e diz que presidente Lula é manipulador Abril 24, 2006

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MONIQUE OLIVEIRA
da Folha Online

O candidato do PDT à Presidência da República, Cristovam Buarque, rebateu neste sábado as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, que classificou de “golpismo da oposição” as denúncias sobre a suposta compra de um dossiê pelo PT contra os tucanos.

“É uma manipulação do presidente, que está jogando em nós [da oposição] a tacha de golpistas. Eu sou contra golpes. Sou um legalista”, afirmou.

Cristovam aproveitou também para disparar ataques à Polícia Federal. Ele destacou a importância da divulgação do resultado da investigação antes do pleito.

“É com muita preocupação que eu vejo que a Polícia Federal, ao invés de colocar algemas nos bandidos que fizeram tudo isso, colocam a venda nos olhos do eleitor.”

Segundo o pedetista, o golpe estaria com o PT, que teria se utilizado das instituições públicas para obter vantagens partidárias. “Autoritarismo não é só fechar Congresso”, disse.

Cristovam repetiu também que a reeleição de Lula é um “risco para as instituições democráticas”. “A reeleição do presidente Lula, sobretudo no primeiro turno, pode representar um risco para as instituições democráticas. Ele vai usar o governo de forma manipuladora.”

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Candidatos driblam proibição a outdoor com cartazes nas casas de eleitores Abril 23, 2006

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MONIQUE OLIVEIRA
da Folha Online

Depois dos outdoors serem proibidos pela minirreforma eleitoral, a alternativa encontrada por comitês de partidos em São Paulo foi apelar para a “boa vontade” de trabalhadores e militantes de transformar a fachada de suas casas em “vitrine” política.

Silvio Pereira, 26, camelô, permitiu que um cartaz de Campos Machado (PTB) –candidato a deputado estadual– fosse pendurado na frente de sua residência. “Pediram pra colocar, como não incomodava, eu deixei.” Ele acrescenta que não vai votar no deputado: “não sei direito quem ele é.”

A co-responsável pelo comitê dos candidatos a deputados Robson Tuma (PFL), federal, e Campos Machado (PTB), estadual, na zona leste de São Paulo, Zenaide Pedroso, defende o processo: “Saímos com uma equipe de pesquisa, que faz perguntas sobre o que melhorar no bairro, e depois, perguntam se o entrevistado permite publicidade em sua residência.

A minirreforma impediu, por exemplo, realização de showmícios,
distribuição de brindes, camisetas e outdoors. Com a nova legislação,
qualquer publicidade para ser veiculada precisa da autorização por escrito do proprietário.

Cleide Martins, 33, desempregada, tem na frente de sua residência, no Alto da Lapa, uma faixa em apoio ao presidente do Conselho de Ética e candidato a deputado federal, Ricardo Izar (PTB).

Segundo ela, o cartaz foi trazido do trabalho por seu marido. “O patrão
dele pediu para que cada um dos empregados colocasse em frente de casa e assinasse a autorização.”

Procurado pela reportagem, a assessoria de Izar pediu para procurar o comitê de campanha, que não foi localizado.

Militância

O assistente social desempregado, Marcos Antônio de Mouro, 42, diz que pendurou a bandeira vermelha com a estrela do PT que tinha há seis anos, na frente de sua casa, na Alameda Ribeiro da Silva, no centro.

Sem ligação com o partido, decidiu espontaneamente declarar o seu apoio. “Eu sei de tudo o que aconteceu no governo, mas ainda tenho esperança.”

Já o empresário, Sidnei Sanches, 48, colocou um cartaz em apoio a sua
cunhada, a candidata a deputada federal pelo PSDC, Regina Cele, em seu estacionamento no centro. “A família inteira está apoiando, distribuindo panfletos, eu estou fazendo minha parte.”

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Desempregados ganham até R$ 500 para segurar placas para candidatos Abril 7, 2006

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MONIQUE OLIVEIRA
da Folha Online

Eles seguram bandeiras, estendem faixas, entregam santinhos e trabalham de segunda a segunda. O salário chega a R$ 500 por mês. Depois de proibida a distribuição de brindes, camisetas e outdoors, os “operários de campanhas” –os chamados homens-placa– são a principal alternativa dos comitês para “alavancar” candidaturas em São Paulo. O dinheiro, apesar de sazonal, ajuda no orçamento de quem está desempregado.

Para a estudante Núbia Aparecida, 18, o emprego veio na “hora certa”. Ela passa o dia na avenida Paulista segurando a bandeira do candidato a deputado federal Delfim Netto (PMDB). “Tem que trocar de mão toda hora porque cansa bastante”, diz.

Núbia recebe R$ 400 e já trabalhou com telemarketing, mas estava desempregada. “Tenho que aproveitar esses dois meses.”

Eraldo Antônio, militava para o PT, mas faz bico para candidato a deputado federal do PSDB. Já o técnico em manutenção, Eraldo Antônio, 52, é funcionário do comitê do candidato a deputado estadual Walter Feldman (PSDB) e ganha R$ 350 pelo serviço. “Aqui, não tem critérios, basta ser burro. Muitas vezes você é objeto de manipulação”.

Eraldo é de outra geração. Na década de 80, militava para o PT e PC do B. Agora, ele trabalha pela primeira vez em troca de dinheiro em campanhas. “Como estou sem serviço, seguro a bandeira do PSDB.”

Adriana Pereira, 26, ao contrário de Eraldo, “acha ótimo” trabalhar para o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. Ela tem uma folga na semana, e, trazendo o almoço de casa, segundo ela, “dá pra tirar uns R$ 500″.

Adriana não via a hora de arrumar um “bico”. “Estava difícil. Cheguei até a beber água de arroz para não passar fome”. Agora, ela ajuda pessoas que estão na mesma situação. “Conheci uma menina na rua, arrumei um canto lá em casa, e ela também trabalha pro Alckmin no Farol.”

O casal Maria Aparecida dos Santos, 25, e Paulo Rogério Jesus, 20, desempregados, trabalham para o comitê do candidato a deputado estadual, Juan Ouchana (PSB). Ela entrega santinhos no farol e ele segura faixa do candidato na Avenida Brás Leme, em Santana. “Não pode amarrar a placa, se não leva multa”, diz Paulo. Pelo serviço, cada um recebe R$ 250 por seis horas de trabalho. “Já ajuda. Se não fosse isso, tava vendendo cocaína no morro”, afirma Maria.

Maria Gonçalves, 54, desempregada, distribui panfletos da candidata a deputada federal pelo PP, Adelina Alcantâra Machado na zona leste. Ela teve câncer há cinco anos e passou por uma cirurgia recentemente. “Eu usava bolsa coletora e tudo, agora, com os meus filhos todos casados, tenho que me virar.” Maria trabalha de segunda a segunda por R$ 300. “Ajuda um pouco”, diz.

O também desempregado Anderson da Costa, 20, entrega santinhos do candidato a deputado estadual, Celino Cardoso (PSDB). Ele diz que o trabalho é “difícil”. “A gente agradece porque eles estão dando essa oportunidade, mas não sei se vou votar, não sei o pensamento deles”. Para Anderson, alguns não entendem o trabalho. “É complicado porque as pessoas vêem com preconceito, mas eu não estou aqui representando o candidato, eu represento o trabalhador.”

Gastos

A assessoria de Walter Feldman informou que 40% dos recursos com a campanha vai para a folha de pagamento. Com 440 pessoas contratadas a R$ 350 de salário por mês, o comitê tem um custo de R$ 200 mil com empregados, sendo que R$ 50 mil vai para recolhimento do INSS.

Vânia Correia, assessora do deputado Celino, diz que o candidato tem cerca de 300 funcionários, com INSS recolhido. “É um contrato de trabalho comum”, afirma. A idéia, segundo a assessora, é gerar ainda mais empregos. “Até o fim da eleição podemos contratar mais 50 pessoas”. O grupo tem contrato de dois meses com um salário de R$ 350.

A responsável pelo comitê da candidata Adelina na zona leste, Janete Pedreira, coordena 16 funcionários com um custo de R$ 4.800. “As pessoas são simples, mas eu percebo muito potencial, independente da classe.” Segundo ela, a aceitação da candidata na periferia tem sido grande.

Já o candidato a deputado estadual Ouchana afirma “que tudo está sendo feito com registro e todos os que usam a camiseta, estão cadastrados”. Ouchana pretende contratar mais gente até o dia da eleição.

Com um gasto máximo previsto para campanha e declaração ao TRE-SP, de R$ 1 milhão, ele paga R$ 250 por mês para os empregados. O candidato explica a procedência dos recursos. “O dinheiro vem de amigos e parentes.”

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