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Herdeiros do movimento hippie Fevereiro 5, 2006

Posted by Monique Oliveira in Guia da Semana.
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Por Monique Oliveira

Influenciados pela revolução que tumultuou a década de 60, jovens buscam na cultura hippie um modelo de sobrevivência

Espalhados em feiras de artesanato, nas esquinas, nas ruas, em portas de bares e bazares, os herdeiros do movimento hippie norte-americano – que protestou contra a guerra do Vietnã e suplicou por paz e amor – dispensaram a ideologia e ficaram apenas com a sobrevivência através da arte. “Micróbios”, “Artesãos”, “Malucos” ou “BR”, como se intitulam; não possuem moradia fixa, viajam para todos os cantos do país e atestam que o “movimento hippie morreu”.

As influências permanecem: são contrários ao estilo de vida yuppie, que caracteriza jovens de 20 a 40 anos recém-formados em uma busca incessante pela ascensão na carreira e bens de consumo. Não suportam a hierarquia e regras do mercado de trabalho formal – principal motivo da escolha de um modo de vida alternativo. Produzem sua própria arte com instrumentos simples como alicate, martelo, tesoura e arame. A bebida, o fumo e os alucinógenos são inseparáveis companheiros de estrada.

Sobrevivência: Artesãos na Chapada Diamantina

“O que sobrou do movimento hippie é isso: arte na veia”, explica o artesão Raul Andrade, 27 anos. Raul já vagou pelas ruas sem rumo, “dava uma de micróbio”, diz. Hoje tem endereço fixo, mas vive viajando. Quando perguntado sobre o que caracteriza o hippie, argumenta: “Alguns cultivam a arte. Tem cara que sobe em poste e pega cabo de telefone para fazer um colar. Esse eu considero hippie, agora tem gente que compra na Rua 25 de março e vem vender na Avenida Paulista”.

Maria Emília, 49 anos, é das antigas. Abandonou o curso de letras na Unicamp em 1979 e foi viver em uma comunidade rural no Mato Grosso. “Foi uma experiência interessante, mudei muito”. Maria hoje vive de vender artesanato na Angélica, avenida de classe alta em São Paulo. Sobre o movimento hippie, acredita que já passou, mas lembra conquistas. “O movimento já não cabe nesse sistema, mas muita coisa mudou. Não é mais um choque fumar na rua ou usar esse ou aquele tipo de roupa”.

Hippies ingleses nos anos 60

Os atuais “hippies” passaram a ser divididos em categorias: o micróbio éo que mora nas ruas, é desencanado com a aparência e geralmente consome mais drogas que os demais; o artesão vive da sua própria arte, faz tudo com originalidade, mas é ligado à família e tem moradia fixa; os malucos são um misto de micróbio e artesão: têm casa, vivem da arte, mas de vez em quando não resistem à boemia; e o BR é o que fica nas estradas pedindo carona e viajando pelo país.

Raul chega a vender um colar por R$150. “Demoro uma semana para confeccionar um colar desse”. Na banca, o ex-micróbio com carteirinha de artesão emitida pela prefeitura, tem outros artefatos interessantes, como dentes de javali e uma bolsa feita com a pele de uma cobra que encontrou na Serra da Cantareira, vendida por R$50. Interrompido por uma artesã que pergunta se qualquer um pode expor, Raul demonstra a irmandade dos hippies: “É só chegar e arrumar um espaço livre”.

Evening Stanpard
Cultura: Hippie norte-americana no Knebworth Rock Festival

Alguns produtos comercializados causam problemas com a polícia como as maricas, espécie de cachimbo usado para tudo – inclusive para o consumo de crack. “Tem um monte de tabacaria que vende marica, mas como estamos na rua, os caras querem tomar nossa barraca e falam em apologia”, revela o artesão Pablo Alexandre, 25 anos. Sua companheira de trabalho, Andressa de Moraes, de 18 anos, já recebeu críticas de clientes. “Tem gente que fala se não é melhor pra mim que eu tenha um emprego fixo, mas eu prefiro fazer o meu próprio horário”.

Daniel dos Santos, Vidal Antônio, ambos com 21 anos, e Peterson Mendes, de 22 anos, consideram-se “micróbios”.

Lambert
“Micróbio” – Hippie mais largado

Membros de um grupo de aproximadamente sete pessoas, vão para onde querem na base da carona e do dinheiro que conseguem com a venda de artesanatos. Daniel tem um pai que é artesão e faz barcos de madeira dentro de garrafas de vidro. Apaixonado pelo ofício desde criança, caiu no mundo: “Faço tudo de coração. Pego o dinheiro que recebo, bebo uma cerveja, fico louco e é isso” diz, revelando nenhuma aspiração de consumo.

“Não somos hippies, o movimento ficou no passado, pertence a um grupo de um tempo específico, mas vivemos da nossa arte e estamos fazendo nossa própria vida”, revela Peterson, que se indigna com o tratamento que é dado ao trabalho do artesão no Brasil. Na presença da reportagem do Guia da Semana, parava pessoas na Avenida Paulista: “Você quer dar um minuto da sua atenção à arte brasileira?”. Sem resposta, conclui: “é por isso que ainda representamos um movimento de resistência”.

O Hippie fica pop
Outro fator importante na cultura hippie foi a popularização que alcançou – até a Sandy interpretou uma no papel de Cristal da novela Estrela-Guia. Presentes nos mais variados artigos, roupas, acessórios, incensos, batas, saias, é possível encontrar hippies e seus artesanatos em feiras espalhadas pela cidade: em São Paulo, na Praça da República e na Avenida Paulista é comum encontrá-los durante a semana, mas são realizadas feiras especiais aos sábados e domingos. Na feira da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, além de antiguidades, a cultura hippie também pode ser vista aos sábados. Moda hippie
Muitas peças e acessórios foram eternizados por meio dos hippies: estampas multicoloridas, tecidos de estilo cashmere de roupas indianas, calças boca-de-sino com sapatos plataforma, bordados em roupas e bolsinhas de mão, bolsas de crochê, faixas na cabeça, óculos de sol redondos, brincos compridos, lenços, etc.
E os neo-hippies?
São os que de algum modo acreditam no ideário hippie, mas não cultivam o mesmo estilo de vida de seus antecessores. Criticam o Bush e a guerra do Iraque, embora não representem um movimento maciço de contestação. São considerados por muitos críticos como apenas um movimento de moda da classe média alta – alavancada pelas raves e a cultura trance nos anos 90. Dreadlocks, roupas coloridas, malabares, alucinógenos e drogas sintéticas, bem como o revival de clássicos do psicodelismo dos anos 70 são outros estereótipos que compõem os chamados neo-hippies.


O sucesso do indie Fevereiro 4, 2006

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Por Monique Oliveira

Baseado no “faça você mesmo”, o indie era para ser um movimento de contracultura independente, mas acabou no mainstream


O indie rock começou denominando uma série de bandas que em meados dos anos 80 estava longe dos hits produzidos por ícones do pop, como Madonna e Michael Jackson. Sem gravadora e com grunhidos de garagem, o som baseado na atitude do DIY – Do it yourself (faça você mesmo) – ficou conhecido como independente. Hoje, quanto mais desconhecida e mais difícil para achar, mais indie uma banda é.

O movimento indie e sua posição baseada no ser do “contra” não é novidade. Nos anos 60, os hippies já gritavam esse ideal de liberdade. A Nouvelle Vague francesa, o Cinema Novo com Glauber Rocha, o movimento punk e o surrealismo são expressões da quebra de padrões. Na música, a atitude não-comercial ficou conhecida como new wave e, mais adiante, como indie.

Bandas consideradas indie começaram a produzir no underground e caíram nos holofotes da mídia – mas ao invés de serem consideradas ícones do cult como no cinema, foram dominadas pela indústria pop. Foi o auge. Grupos como Green Day, The Offspring e Bad Religion mudaram a cena e ficaram grandes no ramo. Na década de 90, outros começaram indie: Smashing Pumpkins, Oasis, Radiohead e até o Nirvana.

Um estilo de vida
Com influências da década de 60 e 70, o termo indie também passou a designar um estilo. Costeletas, franjas, tênis xadrez, paletós, blazers e skinny jeans compõem o visual dos alternativos. A atmosfera cult é reproduzida pelos óculos de acetato, mais conhecido como “aro grosso”. Os indies possuem os mais variados interesses: cinema, literatura, revistas, pintura, arte, etc.

Há quem pergunte o que há de independente em bandas que foram capas de revistas como Rolling Stone e alcançaram as paradas da Billboard. O fato é que começaram indie e alcançaram notoriedade por produzir um rock´n´roll que, se não foi totalmente original, tinha lá o seu quê de diferente e chamou a atenção. Como chegaram nas grandes indústrias fonográficas é um mistério. O mercado é isso: de repente a drag queen que agita raves GLBT pode virar palhaça de festa infantil. A metáfora é exagerada, mas não é lá grande novidade que a indústria do entretenimento tem poderes de fazer o marginal virar hit quando lhe convém. Resultado: fãs histéricas, milhões de discos vendidos e sucesso, muito sucesso.

O punk pop do Green Day

No entanto, não se pode limitar o som desses grupos a uma denominação mercadológica. Tudo mudou. Bandas consideradas independentes na década de 80 e 90 viraram clássicas e até tentaram conservar uma atitude não-comercial, na tentativa de reviver os primórdios dos tempos de garagem.

Em 2001, o indie veio com uma nova roupagem alavancada pelos garotos do Strokes e pelo duo The White Stripes. Baseando-se numa renascença do new wave, o movimento ganhou os mais variados adeptos. Depois que caíram nas mãos da mídia, até deixaram de ser considerados indie pelos mais radicais, mas tentam permanecer com o rótulo que os consagraram.

O boom do indie

Conheça algumas bandas que representam a nova geração indie:

The Strokes
Vindos de Nova York, o The Strokes é considerado por muitos críticos os responsáveis pela volta do indie. O vocalista Julio Casablancas e o baixista Nikolai Fraiture são amigos desde crianças e começaram a tocar juntos na escola. Apesar do sucesso, o The Strokes é acusado de ser uma cópia do Velvet Underground e de copiar trejeitos e estilo do Lou Reed.

Influências: Blondie, The Beatles, Velvet Underground e Television

Álbuns: “Is This It” (2001),”Room on Fire” (2003), e “First Impressions of the Earth” (2006)

The White Stripes
Vindos de Detroit (EUA), a dupla formada por Jack White e Meg White há muito já deixaram o universo indie. Com especulações acerca de suas relações, os dois caíram nas colunas de fofoca: já foram irmãos, amigos, colegas de infância e marido e mulher. Jack White veio até a Amazônia para se casar com a modelo Karen Elson no encontro das águas do Rio Negro e Solimões. Apesar do grande sucesso, o The White Stripes ganhou Grammy de melhor álbum alternativo em 2006 por Get Behind me Satan.

Álbuns: “The White Stripes” (1999), “De Stijl” (2000), “White Blood Cells” (2001), “Elephant” (2002), “Get Behind Me Satan” (2005)

Franz Ferdinand
A banda escocesa já veio com ares de indie-cult: o nome da banda remete ao arquiduque austríaco Franz Ferdinand. Aquele cuja morte estourou a Primeira Guerra Mundial. A banda começou a tocar em uma casa abandonada em Glasgow, batizada de “The Château”.

Álbuns: “Franz Ferdinand” (2004), “You Could Have It So Much Better” (2005)

Arctic Monkeys
Os garotos britânicos do Arctic Monkeys são assumidamente fãs do Strokes. Assinaram contrato com a mesma gravadora do Franz Ferdinand e apesar de serem considerados “alternativos” , seu primeiro álbum “”Whatever People Say I Am, That´s What I´m Not” vendeu cerca 118 mil cópias em apenas um dia no Reino Unido.

Álbum: “Whatever People Say I Am, That´s What I Am Not” (2006)

The killers
Formado em 2002, o The Killers veio de Las Vegas (EUA). Foram considerados o melhor grupo de 2005 pela Billboard. O vocalista Brandon Flowers inspirou-se no Oasis e em David Bowie para formar a banda. Outra influência é o New Order: o nome “The Killers” foi tirado de um vídeo chamado Crystal.

Álbum: “Hot Fuss” (2004)

Curiosidade
No Brasil, o funk do grupo paulista Bond das Impostora tem feito sátiras em cima daqueles que cultuam o indie rock. Parodiando Take me out do Franz Ferdinand, o hit “King dos Blasé” tem colocado muita gente pra dançar até nas festas em que o indie comanda.

Onde encontrar indie em São Paulo:

Fun House
Endereço: Rua Bela Cintra, 567 Consolação
Horário: Quarta a sábado, a partir das 23h. Domingo, a partir das 20h
Informações: 7109-7144

Kat Pub
Endereço: Rua da Consolação, 2627 – Jardins

Outs
Endereço: Rua Augusta, 486 – Consolação
Horário: quinta, a partir das 21h30; sexta e sábado, a partir das 23h; domingo, 17h às 23h
Preço(s): consumação: R$ R$ 10,00 a R$ 15,00 (grátis para mulher, sexta e sábado até 0h); entrada: R$ 5,00 a R$ 8,00 (grátis par mulher, sexta e sábado, até 0h)
Informações: 3237-4940

DJ Club
Endereço: Alameda Franca, 241 – Jardim Paulista
Horário: quinta a sábado, 23h às 5h
Preço(s): Até 0h, mulheres vip; depois, R$ 10,00. H: R$ 15,00 a R$ 20,00
Informações: 3541-1955 / 9715-0533

A fim de fazer um intercâmbio? Janeiro 10, 2006

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Entre o sonho de fazer um curso no exterior, trabalhar, morar e até casar, o número de brasileiros fora do país cresce a cada ano

Por Monique Oliveira

Passaporte, malas, clima, idioma, viagens, moeda, comida, pessoas, diversidade, cultura. A experiência de em algumas horas de viagem pertencer a outro universo é um desafio. Tudo muda – até os pequenos detalhes: de repente, você pode se achar dentro de um banheiro tentando descobrir como funciona a descarga, pegando metrô várias vezes sem saber para onde ir, achando que usar o telefone nunca foi tão difícil…

Calma, tudo isso vai acontecer antes que você se dê conta. Quando perceber, já foi e terá um turbilhão de histórias para contar. Mas antes, é preciso ir. As opções de programas são muitas: high school, estágio, trabalho remunerado, cursos de idiomas, fotografia, artes, cinema e a lista não pára. Com certeza há algum que se encaixe no seu perfil.

No Brasil, o número de pessoas que procuram uma agência de intercâmbio cresce a cada ano. A Central de Intercâmbio (CI), uma das maiores agências do país, registrou aumento de 45% nas vendas de pacotes em relação ao ano passado. “Tivemos crescimento de procura em praticamente todas as categorias” revela a diretora de relacionamentos da CI, Tereza Fulfaro. O mesmo aumento foi registrado por outra agência importante do setor, o Students Travel Bureau (STB). Segundo Andréa Pinotti, gerente de relacionamentos do STB, as razões para esse crescimento são muitas “além da desvalorização do dólar, há a percepção de que é preciso experiência internacional para fazer a diferença no mercado de trabalho”.

Os destinos tradicionais, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Austrália ainda se destacam como primeira opção para quem procura uma vivência internacional em algum país de língua inglesa. O Canadá tem sido o destino preferido dos brasileiros há cinco anos, quando o governo canadense passou a oferecer lobby e incentivo. As vantagens: qualidade de vida, facilidades, segurança e principalmente o preço.

A Inglaterra ainda tem o seu glamour. Há quem só queira aprender o inglês britânico e, mesmo o país tendo um custo de vida altíssimo para qualquer turista, a procura é enorme. Foi o caso da Mariana de Souza, 18, estudante de turismo, que viajou para Cambridge e fez o preparatório para o FCE. “Eu sempre quis aprender o inglês britânico, fui somente para estudar, economizei ao máximo e consegui meu certificado”.

Já os Estados Unidos dificultou muito a vida dos intercambistas após os ataques do 11 de setembro, mas o país ainda lidera a preferência para os programas de high school, destinado a adolescentes de 15 a 18 anos. Marilia Maganeti, 17, acabou de chegar do programa de seis meses na Louisiana e afirma não ter tido nenhuma dificuldade para conseguir o visto: “Cheguei à agência e foi tudo muito rápido. Depois que decidi, em cinco horas estava com tudo na mão”. O país ainda realiza programas de trabalho no final do ano, com o Work USA, em que o governo norte-americano disponibiliza vagas de emprego de acordo com o número de turistas brasileiros que visitam o país.

Há dez anos, a Austrália era considerado um país exótico e alternativo para os intercambistas, hoje já está no ranking dos mais procurados. Segundo Tereza Fulfaro da CI, tudo depende do perfil do interessado. Procurada geralmente por universitários de classe média alta entre 18 e 25 anos, ela afirma que acontece de tudo – “tem gente que tem uma personalidade forte, já chega decidido e escolhe países exóticos como primeira opção”.

A África do Sul e a Irlanda têm revelado grandes atrativos para os intercambistas, além do conhecimento de outro idioma e o preço, há vantagens adicionais, especificidades culturais desses países. “A África do Sul é muito procurada para quem quer praticar esportes radicais e a Irlanda, para quem não se identifica com a cultura norte-americana e a inglesa”, afirma a gerente de relacionamentos do Students Travel Bureau, Andréa Pinotti.


A advogada Lygia Costa, depois de pensar muito, acabou optando pela Irlanda. Ficou sete meses, economizou, conseguiu conhecer 14 cidades e viajar para sete países – inclusive sua primeira opção, a Inglaterra. “A Irlanda me oferecia muito, por isso, acabei decidindo pelo país. Não ia ter contato com brasileiros, o preço da acomodação e do curso eram mais baratos, conseguiria ter o mesmo ensino britânico que teria na Inglaterra e viajar mais”. Lygia pretende voltar sem o intermédio de agência, “agora posso me virar sozinha”.

Conheceu seu namorado em Dublin e pretende voltar no final do ano para casar “não tenho mais orçamento para a comodidade de uma agência”, continua. Dicas para quem vai viajar não faltam. Desde o que comer, o que levar, os pontos turísticos, acomodação, preços de transporte, etc. Tudo isso é muito importante e uma boa pesquisa dá conta. No entanto, o fundamental é estar atento e não esquecer que o motivo da viagem são as experiências e não se pode antever tudo – surpresas vão acontecer sempre. Fala-se em choque cultural e até em choque cultural reverso na hora de voltar para casa. Desencane. Perceba que cada região irá te oferecer o melhor de acordo com a cultura que possui e que não necessariamente ela será igual a sua.

Programas de Trabalho

De junho até agosto, os programas de trabalho no exterior abrem inscrições. Confira alguns:

Work USA

Programa de trabalho nos Estados Unidos (entre novembro e março) para resorts, ski resorts, restaurantes, lojas, cafés, hotéis, fast food. Pré-requisitos: Ser universitário, ter entre 18 e 28 anos e nível intermediário de inglês. Funções: garçom, camareiro, atendente, vendedor, barman, caixa, operador de teleférico, entre outros. Preço: US$ 1290.
Inclui: inscrição no programa, Colocação no emprego nos Estados Unidos, assistência de viagem, papéis para obtenção de visto J1 (visto de trabalho).

Mais informações: www.stb.com.br

Au Pair

Intercâmbio para cuidar de crianças nos Estados Unidos. Para mulheres de 18 a 28 anos, com inglês intermediário. Necessário ter ensino médio concluído e carteira de motorista. Período de 12 meses. Inclui: assistência médica, passagem aérea e colocação em casa de família. Preço: US$ 980 com reembolso de US$ 500 após o término do programa. Benefícios: Workshop de 3 a 5 dias em Nova York, remuneração semanal de US$ 139, bolsa auxílio para estudo de US$ 500, 13° mês para viajar e férias remuneradas.

Mais informações: www.stb.com.br

Estágio de Hotelaria e Turismo na Austrália

É preciso ter entre 18 e 30 anos. Estudar graduação ou pós-graduação na área de hotelaria, turismo ou gastronomia, ou ser formado no máximo há dois anos. O programa tem duração máxima de 12 meses e está disponível durante todo o ano. Os salários variam entre Aus$ 10 a 18 por hora, dependendo da função e experiência do candidato. Preço: sob consulta. PASSAGEM u$ 1499 + taxas (VÁLIDA POR 1 ANO).