PSOL quer usar movimentos sociais para combater cláusula de barreira abril 6, 2006
Posted by Monique Oliveira in Folha Online - Brasil.Tags: política, PSOL
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MONIQUE OLIVEIRA
da Folha Online
Na luta contra a cláusula de barreira, o PSOL pretende fortalecer a legenda através de movimentos sociais e a militância do partido. Outra estratégia é apostar nas eleições municipais. Segundo deputados do PSOL, não há opção de fusão com outras legendas para aumentar a representatividade no Congresso.
Além do PSOL, o PPS, PV, PC do B, PSOL, PTB, PL, PSC, Prona e PTC não conseguiram ultrapassar a cláusula de barreira. Essas legendas não terão direito a recursos do Fundo Partidário, além de perder o tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita na TV.
Para o deputado estadual João Batista Babá (PSOL-RJ), a estratégia do PSOL para combater a cláusula é “a organização da militância e o estabelecimento de pólos de atração de vanguarda nos movimentos estudantis.”
Segundo Babá, o PSOL irá “combater com vigor essa medida injusta [cláusula de barreira] e promover uma intermediação entre parlamentares [do PSOL] no Congresso e movimentos sociais para buscar mais representatividade.”
Já a deputada federal Maria José da Conceição Maninha (PSOL-DF) –que chegou a pedir a cassação do registro de candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)–, defende o enraizamento do partido nos movimentos sociais, mas não despreza o Congresso.
“É claro que o PSOL deve buscar raízes em todos os movimentos sociais, mas não deve desprezar a representação institucional.”
Para Maninha, uma maneira de fortalecer o partido serão as eleições para prefeitos e vereadores. “Vamos nos preparar para as eleições municipais e para a candidatura de Heloísa Helena em 2010.”
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Na reta final, Heloísa Helena ataca Lula e Alckmin abril 1, 2006
Posted by Monique Oliveira in Folha Online - Brasil.Tags: Heloísa Helena, política, PSOL
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MONIQUE OLIVEIRA
da Folha Online
Com apenas uma semana para as eleições, a candidata do PSOL à Presidência, Heloísa Helena, aproveitou para atacar tucanos e petistas em comício realizado neste sábado, debaixo de chuva, no centro de Guarulhos (15 km a norte de SP).
Para ela, o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, representam a “mesma moeda podre, cínica e delinqüente do país.”
“Eu espero que o povo reconheça que a nossa candidatura [do PSOL] seja a superação dos dois lados podres representados pelas candidaturas do PT e do PSDB”, afirmou.
Segundo Heloísa, Lula e Alckmin “patrocinam a roubalheira dos cofres públicos e o parasitismo da máquina pública” com a montagem de “gangues partidárias.”
A candidata do PSOL também combateu o modelo de governo que, de acordo com ela, é representado pelas duas legendas. “Felizmente, há aqueles que não perderam a vergonha e querem superar a farsa técnica e política que é o projeto neoliberal”, disse.
“Golpismo da Oposição”
Heloísa Helena rebateu ainda críticas do presidente Lula de que haveria um clima de “golpismo da oposição” nas denúncias de suposta compra de dossiê contra tucanos pelo PT.
“Eu acho que quem está golpeando a democracia brasileira é o presidente. Ele que precisa explicar a origem de tanto dinheiro. Qualquer pessoa pobre que fosse achada com alguns reais iria apanhar em uma penitenciária.”
A própria candidata, no entanto, supôs a procedência de “tanto dinheiro em espécie” encontrado com “pessoas ligadas ao PT.”
“Ou vem do narcotráfico, ou do crime organizado, ou dos cofres públicos, que podem liberar dinheiro sob a intermediação de alguma entidade, ou do caixa dois, via alguma empresa.”
Disputa
Ainda otimista com a possibilidade de disputar o segundo turno, a candidata do PSOL repetiu em comício a mesma mensagem de sua propaganda eleitoral na TV. “Vamos conseguir mais dois votos e chegar ao segundo turno.”
Heloísa ainda brincou com militantes e disse que se conseguisse cinco votos, a eleição iria ficar “sem graça”. “Temos que enfrentar a majestade barbuda [presidente Lula].”
Sobre sua campanha nos últimos dias que antecedem o pleito, ela foi categórica. “Vou continuar trabalhando muito para chegar até o final”, afirmou.
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